{"id":158,"date":"2020-10-20T06:26:48","date_gmt":"2020-10-20T09:26:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.longevos.com.br\/mp\/?page_id=158"},"modified":"2020-10-22T22:55:13","modified_gmt":"2020-10-23T01:55:13","slug":"o-que-seria-uma-velhice-com-futuro","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/martapessoa.blog.br\/index.php\/o-que-seria-uma-velhice-com-futuro\/","title":{"rendered":"O que seria uma velhice com futuro?"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso dizer que n\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o completa e consensual do que seria uma boa velhice. O contexto social e cultural influenciam no que seriam as aspira\u00e7\u00f5es pessoais para considerar de boa qualidade a pr\u00f3pria vida, nesta fase. No plano do coletivo, parece ser uma boa estrat\u00e9gia considerar a abordagem preconizada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade: a do <em><strong>envelhecimento ativo<\/strong><\/em>. Esta abordagem inspira pol\u00edticas p\u00fablicas que deveriam promover condi\u00e7\u00f5es para otimizar as oportunidades de autonomia e acesso a recursos que permitam aos indiv\u00edduos viver sua velhice com dignidade e contando com o respeito da sociedade. Num breve resumo da publica\u00e7\u00e3o do ILC Brasil ( <a href=\"http:\/\/ilcbrazil.org\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Envelhecimento-Ativo-Um-Marco-Pol%C3%ADtico-ILC-Brasil_web.pdf\">http:\/\/ilcbrazil.org\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/Envelhecimento-Ativo-Um-Marco-Pol%C3%ADtico-ILC-Brasil_web.pdf<\/a> ) sobre o tema, focamos nos pilares que sustentam esta id\u00e9ia:<\/p>\n\n\n\n<ol type=\"a\"><li>Sa\u00fade<\/li><li>Aprendizagem ao longo da vida<\/li><li>Participa\u00e7\u00e3o<\/li><li>Seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Envelhecer ativamente passa por se preparar para viver podendo cuidar da sa\u00fade, manter a capacidade de aprender como forma de inser\u00e7\u00e3o social pela atividade intelectual, seguir participando da vida em sociedade e ter a seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o contra o abandono, a viol\u00eancia e a pobreza usurpadora da dignidade. Explorar o mais poss\u00edvel as oportunidades para assegurar aos idosos as condi\u00e7\u00f5es para uma vida com significado e n\u00e3o uma vida onde predomine a sensa\u00e7\u00e3o de perda, de fim, de inutilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, olhando a realidade \u00e0 nossa volta, vemos que h\u00e1 v\u00e1rios tipos de velhice e h\u00e1 v\u00e1rios modos de envelhecer. E, ao se ir entrando e saindo da vida adulta, \u00e9 bom ter consci\u00eancia disto para se ter a alternativa de escolher. Pode-se ser velho vivendo a vida de v\u00e1rias formas mas uma vida digna na velhice pede prepara\u00e7\u00e3o, exige come\u00e7ar a garantir algumas condi\u00e7\u00f5es. A boa velhice come\u00e7a na juventude, onde se aprende a identificar maneiras de construir os requisitos para envelhecer ativamente. A velhice pega a quase todos n\u00f3s de surpresa. Sendo considerada pela maioria das culturas uma fase da vida em decl\u00ednio, uma esp\u00e9cie de antessala da morte, a rea\u00e7\u00e3o predominante \u00e9 n\u00e3o querer pensar sobre ela e, consequentemente, n\u00e3o se preparar para sua chegada. \u00c9 comum ver nas pessoas a ideia de que a velhice \u00e9 uma trag\u00e9dia que se abate sobre os outros, nunca sobre n\u00f3s. Velhos s\u00e3o sempre os outros amigos, os parentes, os passantes. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o em que se encontram os outros, nunca n\u00f3s mesmo, e se passamos a ignor\u00e1-la quem sabe ela deixa de existir. Pensando assim e nunca querendo saber sobre ela, s\u00f3 o acaso vai poder nos proporcionar uma velhice digna. Melhor encar\u00e1-la e conhec\u00ea-la para desmistificar e poder planejar uma velhice ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensando sobre todos estes aspectos que envolvem o envelhecer, um deles, entre tantos outros, me mobilizou quase que inteiramente. Conversando com idosos jovens, ou pr\u00e9-idosos como costumo chamar os que est\u00e3o entre 50 e 70 anos (como \u00e9 bom n\u00e3o ser cientista e poder inventar categorias), percebi que muitos passam a pensar nesta fase da vida quando come\u00e7am a surgir limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e mentais, quando a vista e mem\u00f3ria j\u00e1 n\u00e3o as mesmas, quando as noitadas j\u00e1 cobram um pre\u00e7o alto de pagar e o vigor j\u00e1 anda meio em falta. Antevendo esta fase, as perguntas mais frequentes que se colocam s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>\u201cPoderei continuar a viver na minha casa, como sempre vivi at\u00e9 agora?\u201d<\/li><li>\u201cComo fazer para n\u00e3o ir viver na casa de familiares?\u201d<\/li><li>\u201cComo prolongar o m\u00e1ximo poss\u00edvel a ida para uma institui\u00e7\u00e3o de longa perman\u00eancia para idosos, eufemismo que n\u00e3o melhora muito nossa ideia sobre os asilos?\u201d<\/li><li>\u201cQue tipo de ajuda poderei ter para garantir os cuidados de que necessitarei?\u201d<\/li><li>\u201cSerei capaz de lidar com as dificuldades que, possivelmente, enfrentarei?\u201d<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Continuar a viver no seu lugar ( <em>aging in place<\/em> )parece ser um dos grandes desejos das pessoas que sentem a velhice avan\u00e7ando. Continuar a viver em suas pr\u00f3prias casas, com qualidade de vida, sem p\u00f4r em risco sua seguran\u00e7a e sem preocupar seus familiares e amigos, \u00e9 uma modalidade ainda pouco conhecida pelos brasileiros de hoje mas que vem ganhando espa\u00e7o e mudando nossa cultura. Morar sozinho n\u00e3o \u00e9 mais sin\u00f4nimo de solid\u00e3o ou de abandono. Os novos idosos querem habitar um lugar seguro, sem precisar deixar suas casas para tr\u00e1s. No Brasil, o n\u00famero de idosos que moram sozinhos cresce cada vez mais. Em S\u00e3o Paulo, um ter\u00e7o das resid\u00eancias com apenas um morador s\u00e3o de pessoas com mais de 65 anos. O resto do mundo j\u00e1 se adiantou. Nos Estados Unidos, 28% deles vivem s\u00f3. Em Manhattan, s\u00e3o 50%. Em Estocolmo, na Su\u00e9cia, 60%. Esta \u00e9 uma tend\u00eancia crescente em todo o mundo. Morar sozinho passou a ser uma possibilidade que cada vez mais se concretiza.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a maioria dos idosos, a resposta a estas perguntas passa por precisar adotar um novo estilo de vida, por ter que implementar reformas na sua habita\u00e7\u00e3o, por precisar contratar alguns servi\u00e7os e, possivelmente, por se familiarizar com o uso de novos equipamentos e tecnologias que os apoiem nesta fase de crescentes limita\u00e7\u00f5es funcionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do r\u00e1pido envelhecimento populacional, apontando para um cen\u00e1rio onde, nos pr\u00f3ximos 50 anos, cerca de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o brasileira ter\u00e1 mais de 60 anos, a sociedade atual precisa se preparar para prover solu\u00e7\u00f5es que viabilizem esta alternativa de modalidade de vida para os idosos que optarem por ela. N\u00e3o apenas para atender a estes leg\u00edtimos anseios mas, principalmente, para se preparar para o <em>prov\u00e1vel d\u00e9ficit na oferta de vagas em institui\u00e7\u00f5es de longa perman\u00eancia e na rara e cara m\u00e3o-de-obra de cuidadores.<\/em> <em>Ser\u00e1 preciso encontrar<\/em> <em>maneiras de<\/em> <em>prolongar a autonomia dos idosos numa sociedade onde esta faixa da popula\u00e7\u00e3o cresce a taxas nunca antes registradas e o custo social e financeiro do cuidado com ela atinge n\u00edveis preocupantes.<\/em> Ser\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas bem desenhadas e vi\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Faz parte desta prepara\u00e7\u00e3o entender como gostariam de viver os idosos que n\u00e3o desejam morar em outras casas que n\u00e3o as suas, bem como conhecer as iniciativas em curso para apoi\u00e1-los, e aos seus familiares, neste movimento de postergar o m\u00e1ximo poss\u00edvel o per\u00edodo de vida aut\u00f4noma de uma pessoa, no lugar em que escolheu viver.<\/p>\n\n\n\n<p>Envelhecer na sua casa pode trazer amplos benef\u00edcios emocionais e entender porque os idosos querem isto e de que maneira querem \u00e9 essencial para o desenho de qualquer solu\u00e7\u00e3o. A sociedade se beneficiar\u00e1 ao ter seus idosos com a qualidade de vida que sonham. \u00c9 fundamental come\u00e7ar a entender como vivem as pessoas que preferem esta alternativa, quais as vantagens e desvantagens deste modo de vida e a aprender atrav\u00e9s de benchmarking com pa\u00edses onde o envelhecimento populacional aconteceu mais cedo. \u00c9 imprescind\u00edvel avaliar o papel da tecnologia como aliada e verificar seu valor na escalabilidade das solu\u00e7\u00f5es, tornando-as acess\u00edveis a todas as camadas da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>A observa\u00e7\u00e3o, o registro e a an\u00e1lise de experi\u00eancias em outros pa\u00edses para cotejar com o momento brasileiro pode ser uma contribui\u00e7\u00e3o valiosa para fazer face aos desafios e poder aproveitar as oportunidades decorrentes deste fen\u00f4meno do envelhecimento populacional. Cabe investigar como vivem atualmente os idosos que optaram por esta modalidade, que tipo de assist\u00eancia necessitam em termos de servi\u00e7os e produtos e com qual grau de sucesso \u00e9 poss\u00edvel atender a esta expectativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed comecei a querer entender como vivem os idosos em outros lugares. Saber como s\u00e3o atendidas suas demandas. Identificar os tipos de servi\u00e7os e produtos que ajudam um idoso a viver, com qualidade, em sua casa, mesmo com as limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e mentais impostas pelo avan\u00e7ar da idade. Entender de quais formas as redes de governo ( redes de ensino, pesquisa ou administra\u00e7\u00e3o) podem servir de base para a oferta de servi\u00e7os de monitoramento e aten\u00e7\u00e3o ao idoso.<\/p>\n\n\n\n<p>E, principalmente, dado minha forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de tecnologia, entender o papel dela no alcance deste objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Comecei a por em pr\u00e1tica a ideia de visitar outras cidades, em outros pa\u00edses. A escolha das cidades seguiu crit\u00e9rios visando explorar estilos de vida em pa\u00edses bem diversos em termos de cultura, condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e familiaridade com o fen\u00f4meno do envelhecimento populacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira escolha recaiu sobre a Dinamarca. Este pa\u00eds me impressionava por causa do seu t\u00edtulo de pa\u00eds mais feliz do mundo, atribu\u00eddo pela Sustainable Development Solutions Network. A SDSN escolheu crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o que tinham a ver com estabilidade econ\u00f4mica, confian\u00e7a no governo, baixa possibilidade de corrup\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, mobilidade, PIB por pessoa e o surpreendente \u201cpoder contar com algu\u00e9m ou alguma institui\u00e7\u00e3o, em tempos dif\u00edceis\u201d. Segundo estes crit\u00e9rios foi feita a tentativa de tangibilizar a felicidade. E a Dinamarca ganhou, em 2015, este trof\u00e9u de pa\u00eds mais feliz do mundo. Ser\u00e1 que envelhecer num pa\u00eds feliz \u00e9 garantia de uma velhice tamb\u00e9m feliz?<\/p>\n\n\n\n<p>Depois partiria para Irlanda, por causa da revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que modificou sua economia e l\u00e1, certamente, este avan\u00e7o tecnol\u00f3gico ter\u00e1 influenciado no modo de vida dos idosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, para os Estados Unidos e sua Fl\u00f3rida, considerada a meca dos aposentados e a maior concentra\u00e7\u00e3o de idosos do territ\u00f3rio americano.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o sul de Portugal, destino dos ingleses (o Brexit pode mudar esta escolha) e outros europeus ricos, para entender o que buscam os que n\u00e3o tem problemas financeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o M\u00e9xico, pa\u00eds com cultura de rela\u00e7\u00f5es familiares muito similares \u00e0 brasileira, para ver se basta estar cercado da fam\u00edlia e ser cuidado por ela, para se ter uma velhice feliz, ativa ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Canad\u00e1, famoso pela qualidade de sua assist\u00eancia social, para ver se \u00e9 mito ou realidade para os velhos de l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>E, tamb\u00e9m, para o Jap\u00e3o, conhecido por sua cultura milenar e fortes la\u00e7os familiares, e que surpreendeu o mundo com a not\u00edcia de que alguns de seus idosos passaram a cometer o pequeno delito de roubar sandu\u00edches para poder ir para a cadeia por 2 anos e l\u00e1 ter algum amparo e prote\u00e7\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o mais garantidos no \u00e2mbito familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, seria bom saber da realidade em outros lugares, ver se a velhice ativa \u00e9 poss\u00edvel. Saber um pouco mais sobre se os velhos se sentem felizes ou n\u00e3o, sobre o quanto incomoda a solid\u00e3o, sobre a experi\u00eancia de viver num mundo com tantas mudan\u00e7as que \u00e0s vezes nos faz sentir ultrapassados quando n\u00e3o nos v\u00edamos assim h\u00e1 poucos meses atr\u00e1s, sobre a globaliza\u00e7\u00e3o que cria os empregos que levam as pessoas queridas para bem longe de n\u00f3s, sobre a inseguran\u00e7a quanto ao futuro das nossas aposentadorias, sobre a hostilidade das cidades e sobre a indiferen\u00e7a das pessoas. Observar modos de vida de idosos e me perguntar sobre tantas coisas deste novo Mundo Prateado, na esperan\u00e7a de encontrar solu\u00e7\u00f5es. Convencida de que garantir ao idoso uma vida apoiada nos pilares do envelhecimento ativo \u00e9 um objetivo a ser perseguido constantemente pela sociedade, parti para esta aventura que comecei querendo ser uma pesquisa mas aos poucos fui me rendendo ao improviso e acabou por se transformar apenas numa viagem vista pelo \u00e2ngulo da velhice.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui vai um relato do que vi nesta primeira viagem. A Dinamarca al\u00e9m de ganhador do curioso trof\u00e9u de felicidade, subjetiv\u00edssimo conceito a meu ver, se firmou tamb\u00e9m como meu primeiro destino por ser, no imagin\u00e1rio brasileiro, um lugar diferente, quase inacess\u00edvel e, no meu pr\u00f3prio, como um desfio de um povo de uma aterradora e propalada frieza a ser derretida para se descobrir o modo de vida dos sues velhos. N\u00e3o estudei nem li muito sobre o pa\u00eds, antes de partir para l\u00e1, para que as peculiaridades n\u00f3rdicas n\u00e3o me desanimassem. A ignor\u00e2ncia \u00e0s vezes nos reserva boas surpresas, foi este o caso. L\u00e1 foi poss\u00edvel ver uma velhice com futuro.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"http:\/\/www.martapessoa.blog.br\/index.php\/decifrando-a-dinamarca-em-menos-de-1-mes\/\">Pr\u00f3ximo<\/a><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"http:\/\/www.martapessoa.blog.br\/index.php\/velhice-mundo-afora\/\">\u00cdndice<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 preciso dizer que n\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o completa e consensual do que seria uma boa velhice. O contexto social e cultural influenciam no que seriam as aspira\u00e7\u00f5es pessoais para considerar de boa qualidade a pr\u00f3pria vida, nesta fase. 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