{"id":422,"date":"2020-07-25T16:54:00","date_gmt":"2020-07-25T19:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/martapessoa.blog.br\/?p=422"},"modified":"2020-10-29T17:05:21","modified_gmt":"2020-10-29T20:05:21","slug":"o-nordestino-e-o-cuscuz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/martapessoa.blog.br\/index.php\/2020\/07\/25\/o-nordestino-e-o-cuscuz\/","title":{"rendered":"O nordestino e o cuscuz"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o vivo sem cuscuz e sou uma cuscuzeira das melhores que conhe\u00e7o. <\/p>\n\n\n\n<p>Zero de mod\u00e9stia e toneladas de vaidade :-).  Eu preparo, pra ningu\u00e9m botar defeito, todo os modelos do cuscuz de milho ( o amarelo O branco feito pelos baianos \u00e9 outra viagem). <\/p>\n\n\n\n<p>Fa\u00e7o o bichinho bem fofinho, pronto para ser afogado na manteiga ou requeij\u00e3o, ensopado em leite de coco docinho, virado numa farofinha com sobras do almo\u00e7o. Fa\u00e7o uma releitura metida a besta, entremeando a massa com grana padano, um queijo de outras terras que me deixa com o paladar em \u00eaxtase e roxa de inveja de n\u00e3o ter sido inventado pelos meus conterr\u00e2neos. Fica bom que s\u00f3. <\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muitos segredos na prepara\u00e7\u00e3o, j\u00e1 divididos com os amigos aficionados. Mas a cuscuzeira a homenagear aqui \u00e9 o utens\u00edlio que me acompanha h\u00e1 45 anos e que considero um verdadeiro sucesso como produto. Feita sem preocupa\u00e7\u00e3o com design, funcionalidade ou firulas exigidas pelo mercado, ela segue \u201ctop of mind\u201d na prefer\u00eancia do consumidor, desde que o mundo \u00e9 mundo.<\/p>\n\n\n\n<p> A minha foi feita na Casa da Pancada, em Campina Grande. Mais n\u00e3o precisa ser dito. Minha cuscuzeira amiga viajou mais que muita gente. Morou noutro pa\u00eds e em v\u00e1rias cidades. Primas dela foram presenteadas a h\u00f3spedes meus que voltaram para o outro lado do Atl\u00e2ntico e outros hemisf\u00e9rios, trocando croissants, muffins, pancakes, tortilhas pelo saud\u00e1vel milho seco ralado e cozido no vapor. <\/p>\n\n\n\n<p>Depois que o gl\u00faten virou vil\u00e3o, o cuscuz t\u00e3o solenemente ignorado e pouco compreendido por gostos refinados, teve seu merecido reconhecimento. Hoje, \u00e9 saboreado com o mesmo prest\u00edgio no circuito Brejo do Cruz- Rio- Nova York-Paris. O cuscuz de milho \u00e9 um tipo de manjar dos deuses. Saciedade e prazer no caf\u00e9 da manh\u00e3, almo\u00e7o, jantar, sobremesa. Acess\u00edvel a todos os bolsos, um caso de engenharia alimentar a se aplaudir. <\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 vi releituras hipsters da panela que alimenta os brasileiros sem terras onde o trigo gosta de nascer para o feitio do p\u00e3o. N\u00e3o d\u00e1 no mesmo. No desespero, eu mesma j\u00e1 me rendi ao micro ondas, a escorredor de macarr\u00e3o e ao m\u00e9todo raiz que s\u00f3 pode ser descrito com mais um post.  Mas o sabor do cuscuz numa cuscuzeira velhinha, de asas toscas e amassada por anos de uso, \u00e9 incompar\u00e1vel. Juro.<\/p>\n\n\n\n<p> <em>Da s\u00e9rie patrim\u00f4nio material do sertanejo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o vivo sem cuscuz e sou uma cuscuzeira das melhores que conhe\u00e7o. Zero de mod\u00e9stia e toneladas de vaidade :-). Eu preparo, pra ningu\u00e9m botar defeito, todo os modelos do cuscuz de milho ( o amarelo O branco feito pelos baianos \u00e9 outra viagem). 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